Terremoto no Chile deixa mais de 80 mortos
SANTIAGO (Reuters) - Um dos terremotos mais poderosos da história sacudiu o Chile nesta madrugada, provocando ao menos 82 mortes, um tsunami e desmoronamento de residências em várias cidades, o que levou o governo a declarar parte do país zona de catástrofe.
O terremoto, que teve magnitude 8,8 segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos e epicentro no sul do país, estremeceu a capital Santiago, onde arrancou varandas de edifícios, derrubou pontes, deixou fábricas em chamas e moradores sem eletricidade e sistema telefônico.
O ministro do Interior, Edmundo Perez, afirmou que o número de mortos até o momento é de 82, e que mais pessoas podem ter morrido.
Imagens da TV local mostraram que um prédio de 15 andares ruiu em Concepción, no sul do Chile, uma das regiões mais afetadas, onde fendas se abriram nas ruas.
Um tsunami arrasou metade de um povoado na ilha chilena de Juan Fernández, localizada a 600 quilômetros da costa e quase na altura de Santiago. O tsunami ameaçava atingir a Ilha de Páscoa, segundo a presidente Michelle Bachelet.
"Há uma enorme quantidade de danos que não sabemos a exata dimensão, que está sendo avaliado", disse a jornalistas Bachelet.
Ela declarou as regiões de Maule, onde se concentrou a maioria das vítimas, e Bío-Bío como zonas de desastre.
"Eu nunca na minha vida passei por uma experiência de tremor como essa, é como o fim do muno", disse um homem à TV local da cidade de Temuco.
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar.
Enquanto amanhecia, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.
"Eu vi os carros caindo e não sabia o que fazer. Estava sozinho aqui", disse Mario Riveros, segurança de uma fábrica em Santiago, parado junto a uma ponte que desabou. "Me deu vontade de chorar", acrescentou.
Depois de sofrer várias réplicas, a maior delas de magnitude 6,9, o aeroporto da capital foi fechado por ter a torre de controle danificada, segundo o governo. Um policial no local disse a uma rádio que metade do terminal estava destruído.
Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 quilômetros ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.
Apesar de o sismo ter tido epicentro no sul chileno, perto da localidade de Maule, 321 quilômetros a sudoeste de Santiago e a 104 quilômetros de Talca, também foi sentido na vizinha Argentina.
Em Santiago e outras cidades do país, milhares de pessoas saíram de suas casas e estavam acampando nas ruas com medo das réplicas.
"Me salvei porque me joguei para baixo da mesa, tudo veio para cima, todas as portas do edifício estavam quebradas", disse Elba Carrizo, de 81 anos, que conseguiu sair de seu apartamento antes que o prédio desabasse, no bairro de classe média de Maipu.
TSUNAMI ESPERADO NA ILHA DE PÁSCOA
Apesar de ainda não se saber com exatidão o impacto do tsunami sobre o território insular do Chile, o governo enviou uma fragata à ilha de Juan Fernández.
A onda gigante também atingiu o litoral em Iloca, onde não havia relatos imediatos de vítimas.
Mas também colocava em perigo outras regiões. "Também poderia ser uma ameaça para costas mais distantes", disse o Centro de Advertência de Tsunamis do Pacífico em sua página na Internet.
O governo chileno ordenou o esvaziamento de algumas regiões da Ilha de Páscoa, onde se esperava o tsunami de maneira iminente.
As autoridades norte-americanas advertiram que as ilhas do Havaí corriam perigo e que era preciso tomar medidas urgentes. A Austrália também emitiu um alerta de tsunami.
O terremoto sacudiu uma região onde estão instaladas grandes minas produtoras de cobre pertencentes à gigante estatal chilena Codelco e a mineradora global Anglo American, entre outras.
A maior mina de cobre do mundo, Escondida, propriedade da BHP Billiton, funcionava normalmente, disse o líder sindical Zeiso Mercado.
Mas as estradas em direção à mina de cobre Los Bronces, propriedade da Anglo American, estavam bloqueadas, segundo funcionários de segurança da instalação. As operações ficaram paralisadas em Los Bronces e El Soldado.
Funcionários da Codelco afirmaram que não puderam contatar seus funcionários nas minas El Teniente e Andina e não sabiam qual era a situação no local.
O Chile está localizado sobre a intersecção de duas placas geológicas que constituem uma das maiores zonas sísmicas do mundo. O país sofreu o maior terremoto já registrado na década de 1960, com uma magnitude de 9,6.
"Venho do terremoto de 1960 em Valdivia, foi tão horrível (...) eu pensei, é como o de Valdivia, e aqui estamos", disse Hilda Hasbun, de 62 anos.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Treinadora é atacada e morta por orca em parque temático na Flórida
Incidente ocorreu no tanque de Shamu, no SeaWorld de Orlando.
Morte ocorreu em frente ao público que assistia a show, diz testemunha.
Uma treinadora do SeaWorld de Orlando, no estado americano da Flórida, foi atacada e morta por uma orca nesta quarta-feira (24).
Equipes de resgate confirmaram a morte, mas não esclareceram os detalhes.
Segundo a TV local, a treinadora morreu após ter sido atacada por Tilikum, uma das orcas mantidas no tanque de Shamu.
Segundo a testemunha Victoria Biniak, ouvida pela TV, a treinadora tinha acabado de explicar ao público como seria o show. Então, o animala teria pulado do tanque, agarrado a mulher e a chacoalhado violentamente, em frente ao público.
Depois do ataque, os visitantes foram levados para fora, e o parque foi fechado, disse a testemunha à TV.
Um funcionário do parque disse à France Presse que o SeaWorld iria divulgar um comunicado sobre o incidente.
Parques da rede SeaWorld nos EUA já haviam sido palco de incidentes anteriormente.
Em novembro de 2006, o treinador Kenneth Peters, de 39 anos, foi mordido e levou vários 'caldos" de uma orcaa durante um show em San Diego, na Califórnia. Ele quebrou um pé. Ela já havia atacado Peters duas vezes antes, em 1993 e 1999.
Em 2004, no parque de San Antonio, também na Flórida, outro animal tentou atingir e morder um treinador. Ele conseguiu escapar ileso.
Empresa galesa faz casa com 18 toneladas de plástico reciclado
Segundo fabricantes, novo material é resistente e pode revolucionar mercado.
Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado.
A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.
O projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.
O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que "o novo processo sustentável" tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.
A empresa diz que o processo tem baixo consumo de energia e transforma plástico em um material durável e resistente.
As placas de Thermo Poly Rock formam as paredes de sustentação da casa, que pode ser coberta externamente com tijolos ou pedra, enquanto o interior pode ganhar uma camada de isolamento térmico e ficar com a mesma aparência de uma casa tradicional. As telhas também são feitas de material reciclado.
O diretor-gerente da Affresol, Ian McPherson, diz que o novo material é mais leve e resistente que concreto, é térmico, impermeável, não-inflamável e não apodrece.
A empresa estima que a vida útil das casas seja de cerca de 60 anos, mas diz que os elementos do Thermo Poly Rock podem ser novamente reciclados ao fim deste período.
"Todos os países do mundo têm problemas com lixo e agora temos a oportunidade de transformar este lixo em um recurso de construção de moradias 100% reciclável", diz McPherson.
Agora a empresa aguarda aprovação para construir 19 casas em Merthyr, no País de Gales, como parte de um projeto-piloto.
Segundo fabricantes, novo material é resistente e pode revolucionar mercado.
Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado.
A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.
O projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.
O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que "o novo processo sustentável" tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.
A empresa diz que o processo tem baixo consumo de energia e transforma plástico em um material durável e resistente.
As placas de Thermo Poly Rock formam as paredes de sustentação da casa, que pode ser coberta externamente com tijolos ou pedra, enquanto o interior pode ganhar uma camada de isolamento térmico e ficar com a mesma aparência de uma casa tradicional. As telhas também são feitas de material reciclado.
O diretor-gerente da Affresol, Ian McPherson, diz que o novo material é mais leve e resistente que concreto, é térmico, impermeável, não-inflamável e não apodrece.
A empresa estima que a vida útil das casas seja de cerca de 60 anos, mas diz que os elementos do Thermo Poly Rock podem ser novamente reciclados ao fim deste período.
"Todos os países do mundo têm problemas com lixo e agora temos a oportunidade de transformar este lixo em um recurso de construção de moradias 100% reciclável", diz McPherson.
Agora a empresa aguarda aprovação para construir 19 casas em Merthyr, no País de Gales, como parte de um projeto-piloto.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
tentativa de assalto
Homem fica preso em chaminé ao tentar invadir bar na Zona Norte de SP
Resgate de rapaz de 19 anos demorou mais de uma hora.
Churrasqueira precisou ser quebrada; jovem foi levado para o hospital.
Um rapaz de 19 anos ficou preso na chaminé de um bar e mercearia na Zona Norte de São Paulo quando tentava invadir o local no início da madrugada desta terça-feira (23). Ele não conseguiu passar pelo espaço e ficou entalado, apenas com os pés para fora.
Os bombeiros foram chamados para retirar o homem do local. Foi necessário quebrar a churrasqueira com uma marreta, tijolo por tijolo. Depois de quase uma hora de trabalho, o homem foi retirado do local e levado para o hospital. Para a dona do bar, sobrou o prejuízo.
O caso foi encaminhado para o 13º Distrito Policial, na Casa Verde.
Resgate de rapaz de 19 anos demorou mais de uma hora.
Churrasqueira precisou ser quebrada; jovem foi levado para o hospital.
Um rapaz de 19 anos ficou preso na chaminé de um bar e mercearia na Zona Norte de São Paulo quando tentava invadir o local no início da madrugada desta terça-feira (23). Ele não conseguiu passar pelo espaço e ficou entalado, apenas com os pés para fora.
Os bombeiros foram chamados para retirar o homem do local. Foi necessário quebrar a churrasqueira com uma marreta, tijolo por tijolo. Depois de quase uma hora de trabalho, o homem foi retirado do local e levado para o hospital. Para a dona do bar, sobrou o prejuízo.
O caso foi encaminhado para o 13º Distrito Policial, na Casa Verde.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas após uma colisão envolvendo cinco veículos, na rodovia BR-381, entre Caeté e João Monlevade, em Minas Gerais, na manhã deste domingo (21).
O acidente ocorreu por volta das 9h, na altura do km 18 da rodovia, no local conhecido como Curva da Macumba, sentido Ravena, e envolveu um Corsa, uma Parati, um Golf, uma moto e uma carreta.
Segundo informações dos bombeiros, os feridos foram levados para o Hospital João 23.
O acidente ocorreu por volta das 9h, na altura do km 18 da rodovia, no local conhecido como Curva da Macumba, sentido Ravena, e envolveu um Corsa, uma Parati, um Golf, uma moto e uma carreta.
Segundo informações dos bombeiros, os feridos foram levados para o Hospital João 23.
Equipes de resgate usando escavadeiras e as próprias mãos procuram neste domingo (21) por mais corpos nos escombros após as enchentes e deslizamentos de terra que mataram pelo menos 42 pessoas na Ilha da Madeira, arquipélago português no Atlântico.
Autoridades de Portugal enviaram equipes de salvamento e engenheiros militares do continente para auxiliar nos trabalhos na ilha, onde neste sábado (20) uma tempestade causou inundações e desabamentos, destruindo pontes, bloqueando estradas com pedras e lama e interditando boa parte das principais cidades.
Mergulhadores também foram enviados ao local para ajudar nos resgates, já que se acredita que várias vítimas tenham sido empurradas para o mar durante as chuvas.
O prefeito da capital de Madeira, Funchal, Miguel Albuquerque, disse que algumas áreas da cidade foram particularmente afetadas.
Em entrevista a um canal de TV local, Albuquerque disse:
- O que aconteceu nas partes mais altas de Funchal foi algo dantesco.
O prefeito disse que o número de vítimas deve aumentar, pois as equipes ainda não chegaram a muitas casas soterradas.
Franscisco Ramos, secretário regional de Assuntos Sociais, disse que havia 42 mortes confirmadas no arquipélago, que fica cerca de 900 km quilômetros a sudoeste de Lisboa.
Trata-se da pior tragédia em Portugal desde 2001, quando uma ponte sobre o rio Douro desabou, matando 59 pessoas.
Temporal destruiu infraestrutura, mas não afetou turistas
Em Madeira, carros foram arrastados pela correnteza e algumas casas ruíram ou foram danificadas. A chuva destruiu estradas e bloqueou rodovias com pedras, árvores e lama. Ainda não há uma estimativa oficial para o número de desaparecidos, segundo autoridades locais.
Cerca de 120 pessoas ficaram feridas e outras 300 passaram a noite e abrigos temporários. Outras 240 vítimas perderam suas casas.
Alberto João Jardim, líder do governo regional, disse que o turismo não sofreu "nenhum incidente grave". Muitos dos turistas na Ilha da Madeira, que realizou o popular desfile de Carnaval na última semana, são britânicos aproveitando a semana de férias escolares.
Um recepcionista no Hotel Windsor, em Funchal, afirmou:
- O nosso hotel não está lotado no momento, mas temos muitas pessoas de toda a Europa: britânicos, holandeses e alemães. Graças a Deus, todo mundo está seguro e pelo que sabemos não houve vítimas entre os turistas em outros lugares.
Com a melhora do tempo neste domingo, muitos visitantes de Funchal estavam tirando fotos dos estragos nas ruas.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, visitou Madeira na noite de ontem e prometeu "toda a ajuda que o governo regional precisar nesta grave situação."
Autoridades de Portugal enviaram equipes de salvamento e engenheiros militares do continente para auxiliar nos trabalhos na ilha, onde neste sábado (20) uma tempestade causou inundações e desabamentos, destruindo pontes, bloqueando estradas com pedras e lama e interditando boa parte das principais cidades.
Mergulhadores também foram enviados ao local para ajudar nos resgates, já que se acredita que várias vítimas tenham sido empurradas para o mar durante as chuvas.
O prefeito da capital de Madeira, Funchal, Miguel Albuquerque, disse que algumas áreas da cidade foram particularmente afetadas.
Em entrevista a um canal de TV local, Albuquerque disse:
- O que aconteceu nas partes mais altas de Funchal foi algo dantesco.
O prefeito disse que o número de vítimas deve aumentar, pois as equipes ainda não chegaram a muitas casas soterradas.
Franscisco Ramos, secretário regional de Assuntos Sociais, disse que havia 42 mortes confirmadas no arquipélago, que fica cerca de 900 km quilômetros a sudoeste de Lisboa.
Trata-se da pior tragédia em Portugal desde 2001, quando uma ponte sobre o rio Douro desabou, matando 59 pessoas.
Temporal destruiu infraestrutura, mas não afetou turistas
Em Madeira, carros foram arrastados pela correnteza e algumas casas ruíram ou foram danificadas. A chuva destruiu estradas e bloqueou rodovias com pedras, árvores e lama. Ainda não há uma estimativa oficial para o número de desaparecidos, segundo autoridades locais.
Cerca de 120 pessoas ficaram feridas e outras 300 passaram a noite e abrigos temporários. Outras 240 vítimas perderam suas casas.
Alberto João Jardim, líder do governo regional, disse que o turismo não sofreu "nenhum incidente grave". Muitos dos turistas na Ilha da Madeira, que realizou o popular desfile de Carnaval na última semana, são britânicos aproveitando a semana de férias escolares.
Um recepcionista no Hotel Windsor, em Funchal, afirmou:
- O nosso hotel não está lotado no momento, mas temos muitas pessoas de toda a Europa: britânicos, holandeses e alemães. Graças a Deus, todo mundo está seguro e pelo que sabemos não houve vítimas entre os turistas em outros lugares.
Com a melhora do tempo neste domingo, muitos visitantes de Funchal estavam tirando fotos dos estragos nas ruas.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, visitou Madeira na noite de ontem e prometeu "toda a ajuda que o governo regional precisar nesta grave situação."
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